sábado, 29 de março de 2008

sem condições para estudar


Quem chegar primeiro senta. Essa é a ordem na Escola Estadual Professor Nagib Coelho Matni, localizada no conjunto Jardim Sideral, em Ananindeua. Os alunos atrasados têm que se contentar com cadeiras sem braço, ou procurar em outras salas, carteiras disponíveis. A direção da escola acusa os próprios alunos de serem os responsáveis pela destruição dos móveis.
Na manhã de ontem, três alunos estudavam em uma tábua apoiada sobre as pernas. Não estavam sentados no chão, mas as carteiras em que se acomodavam não tinham o apoio para o braço. Iguais a esses, outros alunos são obrigados a estudar em carteiras 'mancas', sem o apoio ou encosto. A vice-diretora da escola, Sâmia Brayd, revela que o número de cadeiras em boas condições é menor que o de alunos, mas que nenhum deles senta no chão para assistir as aulas. Mesmo assim ela admite a situação dos estudantes que chegam atrasados e têm que se contentar com as cadeiras quebradas. Na sala de aula da 5ª série, quando a professora pergunta quem está sentado em cadeiras que não têm braço, pelo menos 15 alunos se levantam.
Ao todo, 1 521 alunos estão matriculados nos três turnos da escola, que sofre, além da falta de cadeiras, com o muro baixo e inseguro e a fiação exposta em tomadas e interruptores dentro das salas de aula.
De acordo com a assessoria de comunicação da Seduc, foram adquiridas cerca de três mil carteiras para atendimento emergencial de algumas escolas, dentre elas a escola Nagib Coelho Matni. A Secretaria informa também que está licitando cerca de 60 mil carteiras para atender as escolas em todo o Estado. O primeiro lote será entregue nos próximos 30 dias.

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